"Nestas impressões sem nexo, nem desejo de nexo, narro indiferentemente a minha autobiografia sem fatos, a minha historia sem vida. São as minhas confissões, e, se nelas nada digo, é que nada tenho que dizer." Bernardo Soares

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quinta-feira, 13 de janeiro de 2011


Estou lendo novamente, Comer, rezar e amar.
(Aconselho a leitura do livro antes de ver o filme)
Na página 41, tem a carta que ela escreve para Deus (como um abaixo assinado para o fim do seu divórcio) é linda e tem partes maravilhosas que gostaria de compartilhar:
"Querido Deus.
Por favor intervenha e ajude a terminar este divórcio. Meu marido e eu não conseguimos
manter nosso casamento, e agora não estamos conseguindo nos divorciar.
Esse processo venenoso está nos causando sofrimento e a todos aqueles que gostam de nós.
Eu sei que o senhor está ocupado com guerras e tragédias, e com conflitos muito maiores
do que a disputa infindável de um casal disfuncional.
Mas acho que a saúde do planeta é afetada pela saúde de cada indivíduo que vive nele.
Enquanto duas almas quaisquer estiverem envolvidas em algum conflito, o mundo inteiro será contaminado por isso.
Da mesma forma, se duas almas quaisquer puderem ser libertadas da discórdia,
isso irá aumentar a saúde generalizada do mundo inteiro, do mesmo modo que algumas células
saudáveis em um corpo podem aumentar a saúde generalizada do mundo inteiro, do
mesmo modo que algumas células saudáveis em um corpo podem aumentar a saúde
generalizada desse corpo.
Meu mais humilde pedido, portanto, é que o senhor nos ajude a terminar este conflito, de
modo que mais duas pessoas possam ter a oportunidade de se tornarem livres e
saudáveis, e para que haja um pouquinho menos de animosidade e de amargura em um
mundo já tão prejudicado pelo sofrimento.
Agradeço-lhe por sua gentil atenção.
Respeitosamente,
Elizabeth M. Gilbert"



O porque de compartilhar essa parte do livro?
Passei por essa parte, a parte do divórcio.
No próprio livro diz: " para conhecer alguém divorcie-se dessa pessoa".
O fim é algo complicado. Entender que chegou o final é importante.
Aceitar isso imprescindivel...
Cortar os vínculos.
Essa é a parte mais complicada.
O cortar o vinculo, cortar a dependência e todo o resto.
Engraçado, porque é tão complicado colocar o fim no papel sendo que o fisicamente, maritalmente não existe mais nada?
Me fiz muito essa pergunta... e somente depois de 2 anos, exatos dois anos, encuquei que devia acabar com esse vinculo.
Seguir a vida... caminhar sem laços passados.
Sim... sem laços no passado... mas o que vivi no passado faz parte de mim e segue meu presente.
Só não quero que o meu passado atormente meu presente e meu futuro.
Até mesmo para levar um relacionamento é necessário romper com o passado...
Caso contrário não iremos para frente.
Não conseguiremos um relacionamento saudável com outra pessoa, pois sempre haverá o fantasma do não resolvido no caminho...
Hoje enxergo isso com clareza... e desejo ardentemente conseguir viver a paixão que encontra-se dentro de mim sem meus fantasmas me atormentando!
Cada um com seus demônios... mas os meus... quero aplaca-los e de preferência extingui-los.
Não compartilho isso como lição ou sermão para qualquer pessoa.
E sim porque senti na pele... e o que ela descreve é a mais pura verdade.

2 comentários:

Erika disse...

Gostei do post!
É preciso um ponto final, pra começar um novo paragrafo! Na minha vida existem infinitas vírgulas ou ponto e vígulas ou retiscencias, mas aos poucos, eu tô me policiando e dando pontos em tudo que passou, tomara que nesse 2011 nós tenhamos bons inicios!
bjo

Selma disse...

Sim, a separação é um processo difícil, e muito poucas pessoas conseguem sair dele sem sequelas. Eu também passei por isso há alguns anos, tenho certeza que você irá se recuperar. E outra coisa importante é nunca fazer comparações entre o novo e o antigo dono de nosso coração. Ninguém gosta de comparações. Aprendemos com nossos erros apenas se reconhecemos que erramos. Não errar novamente com o novo amor é sinal de que aprendemos a lição. Vá em frente minha querida com esse amor, não importa o que aconteça, o importante é dar-se uma nova chance. Esquecer o passado não se esquece, mas podemos deixá-lo bem guardado onde não podemos lembrar de onde colocamos.

Beijos